Um passeio pela cultura do café ao redor do mundo – PARTE 2

Publicado em segunda-feira, 25 de julho de 2022

O café é bem-vindo a qualquer hora em diversas partes do mundo. Dos povos mais tradicionais aos que descobriram em um passado recente como apreciar seu aroma e sabor, convidamos você a embarcar na parte 2 desta viagem aos hábitos e histórias sobre o consumo da bebida ao redor do planeta.
Na primeira parte da nossa jornada, passamos por países com grande tradição em consumir café e outras que estão despontando mundialmente: Vietnã, Irlanda, Japão e Brasil. Os próximos destinos também são repletos de histórias e curiosidades. A Café Morro Grande apresenta, também, algumas receitas famosas em outras nações para acompanhar um cafezinho.
No país de origem do grão, a Etiópia, o café continua sendo uma bebida tradicional. Os etíopes consomem o café há mais tempo do que qualquer outra pessoa no mundo e a bebida desempenha um papel importante na cultura.
Trata-se de uma forma de desacelerar e se envolver com amigos, vizinhos, socializar e até se apaixonar. Assim nasceu a tradição Buna tetu, que se traduz como “venha beber café” e é expressa em vários rituais, entre eles, três rodadas da bebida. Normalmente, a cerimônia é realizada pela matriarca da família. Todas as xícaras são preenchidas pela tradicional cafeteira jebena antes de serem servidas.
Apesar da origem da planta ser na Etiópia, acredita-se que o café começou a ser consumido como bebida no Iêmen. Realmente é impossível negar a tradição secular árabe, que alcançou a região da Turquia. A Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) declarou o café turco, Turk Kahvesi, como patrimônio imaterial da humanidade.
O café turco é fervido três vezes antes de ser servido. Além disso, é feito com grãos torrados e moídos em pó fino, depositados no cezve (um tipo de cafeteira de metal) com água, açúcar e especiarias.
Depois que a tradição pelo café já havia dominado os países do oriente médio, algumas nações europeias começaram a experimentar e consumir a bebida. Entre eles, a Itália.
O café apareceu em solo italiano em 1615. Trinta anos depois já havia a primeira cafeteria em Veneza e em menos de dois séculos elas se espalharam por todo país. A cafeteria mais antiga em operação contínua, e que ainda está aberta, é a Caffè Florian, inaugurada em 1720 e que fica na Praça de São Marcos, em Veneza.
A invenção da Caffettiera Napoletana (cafeteira napolitana), ou Cuccumella, contribuiu muito como um acessório doméstico que facilitava o preparo do café em casa. Ela era baseada na cafeteira de filtro feita em 1691 pelo francês Du Belloy.
A Cuccumella é diferente da mais tradicional cafeteira italiana, a Moka. Ela também é dividida em três câmaras: uma para o pó, outra para a água e o bule, onde ficará o café passado. Porém, em vez de contar com a pressão do vapor da água para fazer o expresso, a cafeteira napolitana precisa ser virada de ponta cabeça para a água passar pelo pó. Ou seja, é considerado um café filtrado. Os italianos ainda foram os inventores do café expresso. Assim, aos poucos, se transformaram em um dos símbolos do café no mundo, mesmo que não cultivando a planta.

Novos consumidores

Ao buscar o termo “coffee culture in” uma das primeiras opções que o Google oferece é a Austrália. Colonizada por ingleses, o país demorou um pouco para se tornar um polo consumidor de café. Tudo começou com a chegada da primeira máquina de café expresso comercial, instalada em uma cafeteria em 1928.
Era um objetivo social daquela época criar espaços de socialização sem álcool. As cafeterias começaram a ganhar espaço deste modo, a ponto dos australianos estarem entre os consumidores de café mais exigentes do mundo.
Na Austrália os cafés estão sempre cheios e com lista de reserva para os fins de semana. A bebida mais tradicional é o Flat White, um expresso acrescido por leite e com um pouco de espuma no topo. A espuma precisa ser perfeita para ser possível criar desenhos nela, o famoso “latte art”.
Já na Índia, o consumo do café está muito associado ao universo do trabalho e à juventude. O aumento da classe média e a crescente disponibilidade de franquias internacionais de café fez com que o consumo da bebida ganhasse um caráter de luxo, conforto e até mesmo status. As redes de cafés são muito populares. As cafeterias do país possuem banheiros limpos, Wi-Fi e tomadas elétricas, atrativos para a presença de jovens.
Muito desse novo hábito indiano é influenciado pela cultura ocidental que chega em produtos culturais, como filmes e séries; bem como por empresas multinacionais que propagam o consumo do café. Não por acaso, essa cultura que está se instalando reflete uma visão parecida com a dos Estados Unidos.
Nos Estados Unidos, a cultura do café está associada ao trabalho, a velocidade e a quantidade, em vez de relaxamento e prazer, como acontece na Itália; ou da socialização, como é comum na Turquia, Etiópia, entre outros países.
Até a década de 1970, a maior parte do café nas mercearias vinha em latas. O mercado ficou ainda menor no início da década de 1980, quando a geração de 20 a 29 anos tinha muito mais interesse por refrigerantes. Para a indústria sobreviver, foi necessária uma outra estratégia. Assim nasceu a ideia de um café especial.
O café deveria ter um sabor agradável para um grande público, ainda permear todos os aspectos do cotidiano. Deste modo, começou a fazer parte tanto de momentos de socialização, mas principalmente para suprir uma vida corrida e a busca por aumento de produtividade no trabalho. Quem nunca assistiu um filme ou série que revela o hábito dos estadunidenses em comprar grandes copos de café para levar para o trabalho, agradar o chefe ou colega? Essas cenas refletem uma tradição de consumo que se formou em torno da bebida.
O café mais tradicional nos Estados Unidos é o passado em cafeteira elétrica. Mas enquanto alguns americanos preferem apenas um café preto, muitos tomam o café com creme e açúcar. Bebidas com caramelo e mocha são também populares, especialmente nas grandes e super frequentadas redes.

Receitas do mundo
Na primeira reportagem, a Café Morro Grande compartilhou receitas brasileiras para acompanhar o café. Nesta segunda parte, as sugestões são dois saborosos pratos doces que ao redor do mundo acompanham o cafezinho.

Cornetto (brioche italiano)
O cornetto é uma receita italiana, que lembra um croissant. A massa é mais leve, aerada e menos gordurosa. O mais tradicional é comer no café da manhã, juntamente com um capuccino ou cafezinho, e recheado com cremes doces: chocolate, geleia e Nutella. Mas há ainda a versão sem recheio e a salgada.
Para quem ama fazer pães, essa é uma receita muito especial. Exige paciência para um preparo que dura quase um dia inteiro. Mas que pode ser feito de um dia para o outro. A versão abaixo é a mais simples, para que você possa acrescentar o doce de sua preferência ao final que acompanhará um Café Morro Grande.
Ingredientes: 70 ml de leite integral morno; 550 g de farinha de trigo; 6 ovos; 350 g de manteiga em ponto de pomada; 80 gramas de açúcar; 13 g de fermento biológico fresco; 15 g de sal.
Para preparar, corte a manteiga e reserve até amolecer. Misture o fermento biológico fresco no leite morno até dissolver completamente. Na batedeira, adicione a farinha, o sal e o açúcar, acrescente o leite com o fermento dissolvido e misture levemente. Adicione os ovos e bata por 6 a 8 minutos em velocidade baixa, até formar um creme homogêneo. Aumente a velocidade da batedeira e vá acrescentando a manteiga aos poucos (pedaço por pedaço, esperando cada um deles incorporar a massa antes de adicionar o seguinte). A massa deverá ficar aerada e de cor clara. Coloque a massa numa tigela de vidro, cubra-a com um filme plástico e deixe descansar no forno desligado, com a luz acesa, por 3 horas. Após este tempo, sove a massa com a mão por 10 minutos. Depois, cubra-a novamente com filme plástico e coloque-a na geladeira por, no mínimo, 12 horas.
Após esse período, a massa deverá estar rígida e pronta para ser trabalhada. Abra-a mantendo 1 centímetro de altura. Após esse processo, já é possível moldar o brioche, que deve descansar por mais uma hora (irá dobrar de tamanho). Pincele uma calda feita com 1 gema e 3 colheres de creme de leite, em cima dos cornettos e asse em forno pré-aquecido por 13 e 15 minutos, a 200°, ou até ficarem douradas. O recheio de sua preferência pode ser acrescentado após assar.
Dica para moldar a massa: corte um triângulo, faça um corte de 1 cm no centro da base, ou seja, na parte maior; e depois enrole. [Fonte da receita: Panitec]

Goma árabe (manjar turco)
O manjar turco é um doce muito antigo, que remonta à Pérsia (região ocupada há mais 2.550 anos e que a partir de 1934 tornou-se o Irã). Ganhou fama depois do filme As Crônicas de Nárnia - O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, pois é usado pela personagem Feiticeira Branca para encantar um dos protagonistas da trama.
É uma receita fácil e rápida de ser feita, que lembra uma bala de goma, e também é perfeita para ser degustada com um café.
Ingredientes: 5 colheres (sopa) de maisena; 1/2 xícara de água fria; 1/2 xícara de água quente; 2 xícaras de açúcar; 1/2 xícara de suco de laranja; 1 colher de chá de água de rosas ou suco de limão; açúcar de confeiteiro e maisena para polvilhar.
Para fazer, misture a maisena com a água fria, reserve. Depois disso, misture a água quente, o suco de laranja e o açúcar, e leve para ferver. Após levantar fervura, junte a maisena dissolvida. Deixe ferver em fogo baixo por 15 minutos, sempre mexendo. Após, tire do fogo e acrescente a água de rosas (ou suco de limão), misturando bem. Unte uma forma com manteiga e despeje a mistura. Quando esfriar, corte em cubinhos e polvilhe com duas partes de açúcar de confeiteiro para uma de maisena. Dica: para cortar o manjar turco use uma faca molhada em água quente. [Fonte: Tudo Gostoso]

 

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